Cansaço que não passa com descanso, queda de disposição, perda de massa muscular, aumento da gordura abdominal, sono ruim, irritabilidade e redução da libido. Esse conjunto de sintomas é frequentemente atribuído ao excesso de trabalho ou à idade — e, em parte dos casos, está ligado à queda da testosterona.
A reposição hormonal masculina é um tratamento sério, com indicação precisa. Ela não é um suplemento de performance nem uma fórmula pronta: só faz sentido quando existe diagnóstico de hipogonadismo confirmado por sintomas e exames laboratoriais.
Em Curitiba, o Dr. Fernando Fogliatto, urologista com atuação em saúde masculina, conduz a investigação do início ao fim — do primeiro exame ao acompanhamento de longo prazo.
Sintomas que merecem investigação
A baixa testosterona raramente aparece como sintoma isolado. O quadro costuma reunir vários destes sinais:
- Fadiga persistente e queda de energia ao longo do dia;
- Redução da libido e da frequência de ereções espontâneas;
- Perda de massa e força muscular, mesmo mantendo treino;
- Aumento da gordura corporal, principalmente abdominal;
- Alterações do humor, irritabilidade e dificuldade de concentração;
- Sono não reparador;
- Redução da densidade óssea em quadros de longa duração.
Vale um alerta: esses mesmos sintomas podem vir de apneia do sono, depressão, hipotireoidismo, anemia, uso de medicamentos ou excesso de treino. Por isso a investigação não pode se resumir a um exame de testosterona.
Como é feita a avaliação
A consulta reúne história clínica, exame físico e exames laboratoriais. A dosagem hormonal é feita pela manhã, quando os níveis são mais representativos, e frequentemente repetida para confirmação.
O painel de exames costuma incluir:
- Testosterona total e livre — a fração livre é a biologicamente ativa;
- LH e FSH — diferenciam a origem do problema entre testículo e hipófise;
- Prolactina e estradiol;
- SHBG, quando indicado;
- Hemograma, glicemia, perfil lipídico e função hepática e renal;
- PSA, conforme idade e histórico familiar;
- TSH e avaliação de vitamina D, quando pertinente.
Só depois desse conjunto é que se define se há indicação de tratamento — e qual.
Quando a reposição é indicada (e quando não é)
A reposição hormonal é indicada quando há sintomas compatíveis somados a testosterona comprovadamente baixa em mais de uma dosagem. Não se trata número isolado, e não se trata paciente assintomático apenas por causa de um exame no limite.
Há situações em que a reposição não deve ser feita ou exige cautela redobrada, como suspeita de câncer de próstata ou de mama, policitemia não controlada, apneia do sono grave sem tratamento e desejo de ter filhos a curto prazo — a testosterona exógena reduz a produção de espermatozoides. Nesses casos existem alternativas, discutidas caso a caso.
Em muitos pacientes, o primeiro passo é corrigir o que está por trás: perda de peso, tratamento da apneia, ajuste do sono, revisão de medicações e controle metabólico já elevam a testosterona sem necessidade de reposição.
Acompanhamento durante o tratamento
Quem inicia reposição hormonal precisa de seguimento periódico. O acompanhamento avalia resposta clínica e segurança, com reavaliação de testosterona, hematócrito, PSA e perfil metabólico em intervalos definidos.
A dose é individualizada e ajustada ao longo do tempo. Tratamento hormonal sem acompanhamento não é reposição — é risco.
Perguntas frequentes
Reposição de testosterona é o mesmo que anabolizante?
Não. A reposição usa doses fisiológicas, com objetivo de restabelecer níveis normais em quem tem deficiência comprovada, sempre com acompanhamento e exames de controle. O uso de anabolizantes para performance emprega doses muito superiores e traz riscos próprios.
A reposição hormonal causa câncer de próstata?
As evidências atuais não demonstram que a reposição cause câncer de próstata. Ainda assim, o rastreamento com PSA e exame clínico faz parte da avaliação inicial e do acompanhamento, e a suspeita de câncer ativo contraindica o tratamento.
Vou precisar tomar testosterona para o resto da vida?
Depende da causa. Quando o hipogonadismo é permanente, o tratamento tende a ser contínuo. Quando existe causa reversível — obesidade, apneia do sono, uso de certos medicamentos —, tratar essa causa pode restabelecer os níveis.
Quero ter filhos. Posso fazer reposição?
A testosterona exógena reduz a produção de espermatozoides e pode comprometer a fertilidade. Se há desejo de ter filhos, isso precisa ser dito na consulta: existem alternativas que preservam a fertilidade.
Em quanto tempo sinto diferença?
A resposta é gradual e varia por sintoma. Libido e disposição costumam responder mais cedo; alterações de composição corporal levam mais tempo e dependem também de treino e alimentação.
Atendimento em Curitiba
O atendimento é realizado em duas unidades em Curitiba:
- Unidade São Francisco — Rua Portugal, 307 e 329, São Francisco, Curitiba/PR
- Unidade Batel — Rua Francisco Rocha, 62, sala 1201, Batel, Curitiba/PR
Atendimento particular e por convênios. Para agendar sua avaliação, fale com a equipe pelo WhatsApp.
Dr. Fernando Fogliatto — Médico Urologista. CRM-PR 30602 | RQE 22927 e RQE 25556. Atuação em saúde masculina, medicina sexual e urologia moderna, com mais de 10 anos de experiência.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual.



