A fimose é a dificuldade ou impossibilidade de retrair o prepúcio — a pele que recobre a glande. No adulto, ela deixa de ser apenas uma questão anatômica e passa a causar problemas concretos: dor durante a relação, higiene prejudicada, inflamações de repetição e fissuras.
A postectomia, também chamada de circuncisão, é o tratamento cirúrgico. É um procedimento consolidado, feito em ambiente ambulatorial, com boa recuperação.
Em Curitiba, o Dr. Fernando Fogliatto avalia o grau da fimose, as condições associadas e a técnica mais adequada para cada paciente.
Quando a cirurgia é indicada
A postectomia costuma ser indicada nas seguintes situações:
- Fimose que impede ou dificulta a exposição da glande;
- Balanopostite de repetição — inflamações frequentes da glande e do prepúcio;
- Fissuras no prepúcio durante a relação sexual, com dor e sangramento;
- Parafimose — quando o prepúcio retraído não retorna e estrangula a glande, situação de urgência;
- Dor durante a relação por restrição da pele;
- Higiene comprometida, com acúmulo de secreção e odor;
- Infecções urinárias de repetição associadas, em casos selecionados;
- Líquen escleroso (balanite xerótica obliterante), que exige tratamento.
Uma condição frequentemente associada é o freio peniano curto, que causa dor e sangramento durante a relação. Ela é avaliada junto e pode ser corrigida no mesmo tempo cirúrgico.
Técnicas disponíveis
Existe mais de uma forma de realizar a postectomia, e a escolha depende do caso:
Técnica convencional
Realizada com incisão e sutura, permite ajuste fino da quantidade de pele removida e do resultado estético. É a opção mais versátil, especialmente quando há alterações associadas ou necessidade de correção do freio.
Dispositivos modernos
Sistemas que realizam o corte e a coaptação da pele de forma padronizada, com procedimento tipicamente mais rápido. A indicação depende da anatomia e é avaliada individualmente.
Na consulta, as opções aplicáveis ao seu caso são apresentadas com as vantagens e limitações de cada uma — inclusive quanto ao tempo de recuperação e ao aspecto final.
Anestesia, recuperação e cuidados
O procedimento é ambulatorial. A anestesia é local, com ou sem sedação, definida na avaliação pré-operatória. O paciente vai para casa no mesmo dia.
Sobre a recuperação:
- Inchaço e desconforto nos primeiros dias são esperados;
- Higiene local conforme orientação, com curativos simples;
- Retorno ao trabalho em poucos dias, dependendo da atividade;
- Exercícios físicos liberados progressivamente;
- Abstinência sexual pelo período orientado — em geral algumas semanas, para permitir a cicatrização completa;
- Consultas de retorno para acompanhamento da cicatrização.
Sangramento importante, febre ou dor intensa não são esperados e devem ser comunicados.
Sensibilidade e vida sexual depois da cirurgia
É a dúvida mais comum, e merece resposta honesta: a glande fica permanentemente exposta e, nas primeiras semanas, pode haver maior sensibilidade ao toque e ao contato com a roupa. Isso é temporário e se adapta com o tempo.
Para pacientes que operam por dor ou fissuras durante a relação, a mudança costuma ser positiva justamente porque remove o que causava o desconforto.
Todas as expectativas — funcionais e estéticas — são conversadas antes da cirurgia.
Perguntas frequentes
A postectomia dói?
O procedimento é feito sob anestesia e não é doloroso. No pós-operatório há desconforto nos primeiros dias, controlado com a medicação prescrita.
Quanto tempo até poder ter relações sexuais?
Em geral algumas semanas, o suficiente para a cicatrização completa. O prazo exato é definido no retorno, conforme a evolução de cada paciente.
Fico internado?
Não. É um procedimento ambulatorial: o paciente vai para casa no mesmo dia.
A cirurgia altera o desempenho sexual?
Não há prejuízo esperado da função erétil. Pode haver aumento temporário da sensibilidade da glande nas primeiras semanas, com adaptação progressiva.
Adulto pode operar fimose ou só criança?
A postectomia em adultos é comum e indicada sempre que a fimose causa sintomas, inflamações de repetição, dor ou dificuldade de higiene.
Atendimento em Curitiba
O atendimento é realizado em duas unidades em Curitiba:
- Unidade São Francisco — Rua Portugal, 307 e 329, São Francisco, Curitiba/PR
- Unidade Batel — Rua Francisco Rocha, 62, sala 1201, Batel, Curitiba/PR
Atendimento particular e por convênios. Para agendar sua avaliação, fale com a equipe pelo WhatsApp.
Dr. Fernando Fogliatto — Médico Urologista. CRM-PR 30602 | RQE 22927 e RQE 25556. Atuação em saúde masculina, medicina sexual e urologia moderna, com mais de 10 anos de experiência.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual.



