Cálculo Renal (Pedra nos Rins) em Curitiba

A cólica renal é descrita por muitos pacientes como a dor mais intensa que já sentiram. Ela surge quando um cálculo obstrui a passagem da urina, geralmente no ureter, provocando dor súbita e forte na região lombar, que pode irradiar para o abdome e para a virilha.

Mas tratar a crise é apenas metade do trabalho. A outra metade — a que costuma ser esquecida — é descobrir por que o cálculo se formou. Sem isso, a chance de repetir é alta.

Em Curitiba, o Dr. Fernando Fogliatto conduz as duas frentes: a resolução do cálculo e a investigação metabólica que reduz o risco de novas crises.

Sintomas e quando procurar atendimento

Os sinais mais comuns são:

  • Dor lombar intensa, em cólica, que vai e volta em ondas e não melhora com mudança de posição;
  • Irradiação da dor para o abdome, virilha ou região genital;
  • Sangue na urina, visível ou detectado em exame;
  • Náuseas e vômitos acompanhando a dor;
  • Vontade frequente de urinar, com ardência;
  • Urina turva ou com odor forte.

Procure atendimento de urgência se houver febre com calafrios junto da dor, ausência de urina, vômitos que impedem a hidratação ou dor que não cede com a medicação. Cálculo obstruindo com infecção associada é uma emergência urológica.

Por que os cálculos se formam

A formação depende de um desequilíbrio entre as substâncias presentes na urina. Os fatores mais frequentes:

  • Baixa ingestão de líquidos — a causa isolada mais comum, e a mais simples de corrigir;
  • Consumo elevado de sal;
  • Dieta rica em proteína animal;
  • Excesso de alimentos ricos em oxalato em pessoas predispostas;
  • Obesidade e síndrome metabólica;
  • Histórico familiar;
  • Alterações metabólicas, como hipercalciúria e hiperuricosúria;
  • Infecções urinárias de repetição, associadas a tipos específicos de cálculo;
  • Uso de determinados medicamentos e suplementos.

Os cálculos também variam em composição — oxalato de cálcio, ácido úrico, estruvita, cistina — e o tipo influencia diretamente o tratamento e a prevenção.

Diagnóstico

A avaliação define tamanho, localização e composição provável do cálculo — três informações que determinam a conduta. Envolve:

  • Tomografia computadorizada sem contraste, o exame mais preciso para identificar cálculos;
  • Ultrassonografia, útil no acompanhamento e em situações específicas;
  • Exames de urina e de sangue, incluindo função renal;
  • Análise do cálculo eliminado, quando possível — é o que revela a composição e orienta a prevenção.

Tratamento: do clínico ao cirúrgico

Nem todo cálculo precisa de cirurgia. As condutas possíveis:

Tratamento clínico

Cálculos pequenos frequentemente são eliminados espontaneamente. A conduta envolve controle da dor, hidratação orientada, medicação que facilita a eliminação quando indicada e acompanhamento por imagem.

Tratamento cirúrgico

Indicado quando o cálculo é grande demais para ser eliminado, quando há obstrução, infecção, dor não controlada ou risco para a função renal. As principais opções:

  • Ureterolitotripsia — procedimento endoscópico, por vídeo e sem cortes, com laser. Saiba mais sobre a ureterolitotripsia;
  • Litotripsia extracorpórea — fragmentação por ondas de choque de alta energia, sem acesso interno;
  • Nefrolitotripsia percutânea — para cálculos renais volumosos, por acesso direto ao rim.

Prevenção: a etapa que evita a próxima crise

Quem teve um cálculo tem risco aumentado de ter outro. A investigação metabólica busca identificar o que favoreceu a formação, por meio de exames de sangue, urina de 24 horas e análise do cálculo quando disponível.

A partir do resultado, são orientadas medidas específicas — e não conselhos genéricos:

  • Meta individualizada de ingestão de líquidos, baseada no volume urinário;
  • Ajuste do consumo de sal e de proteína animal;
  • Orientação sobre cálcio na dieta — restringir cálcio, ao contrário do que muitos pensam, pode aumentar o risco de cálculos de oxalato;
  • Medicação preventiva, quando há alteração metabólica identificada;
  • Controle de peso e tratamento de condições associadas;
  • Acompanhamento periódico por imagem.

Perguntas frequentes

Todo cálculo renal precisa de cirurgia?

Não. Cálculos pequenos costumam ser eliminados espontaneamente com hidratação, controle da dor e medicação quando indicada. A cirurgia entra quando há obstrução, infecção, dor não controlada ou cálculo grande demais para ser eliminado.

Quanto tempo demora para eliminar uma pedra?

Depende do tamanho e da localização. Cálculos pequenos podem ser eliminados em dias a algumas semanas, sempre com acompanhamento para verificar se a eliminação de fato ocorreu.

Beber cerveja ajuda a eliminar cálculo?

Não. O álcool causa desidratação e pode agravar o quadro, além de elevar o ácido úrico. A recomendação é ingestão adequada de água, com meta orientada pelo médico.

Preciso cortar cálcio da alimentação?

Em geral, não. Restringir cálcio na dieta pode aumentar a absorção de oxalato e favorecer novos cálculos. A orientação alimentar depende da composição do cálculo e dos exames metabólicos.

Cálculo renal pode voltar?

Sim, e a chance é significativa sem prevenção. É justamente por isso que a investigação metabólica e o acompanhamento fazem parte do tratamento, e não são etapas opcionais.

Leia também: Pedra nos rins: sintomas, causas e tratamentos para cálculo renal em Curitiba.

Atendimento em Curitiba

O atendimento é realizado em duas unidades em Curitiba:

  • Unidade São Francisco — Rua Portugal, 307 e 329, São Francisco, Curitiba/PR
  • Unidade Batel — Rua Francisco Rocha, 62, sala 1201, Batel, Curitiba/PR

Atendimento particular e por convênios. Para agendar sua avaliação, fale com a equipe pelo WhatsApp.


Dr. Fernando Fogliatto — Médico Urologista. CRM-PR 30602 | RQE 22927 e RQE 25556. Atuação em saúde masculina, medicina sexual e urologia moderna, com mais de 10 anos de experiência.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual.

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