A doença de Peyronie é a formação de placas fibróticas na túnica albugínea, a camada que envolve os corpos cavernosos do pênis. Essas placas não acompanham a elasticidade do restante do tecido e, durante a ereção, provocam curvatura, encurtamento, estreitamento em ampulheta ou dor.
É uma condição mais comum do que se imagina, e frequentemente vivida em silêncio. Muitos homens só procuram ajuda quando a curvatura já dificulta a relação sexual — e, nesse ponto, algumas opções de tratamento já não estão mais disponíveis.
O Dr. Fernando Fogliatto, urologista em Curitiba, avalia o caso considerando a fase da doença, o grau da curvatura e o impacto real na vida sexual.
Sinais que indicam avaliação
Procure avaliação se você notar:
- Curvatura do pênis durante a ereção que não existia antes;
- Nódulo ou endurecimento palpável na haste peniana;
- Dor durante a ereção — sintoma típico da fase inicial;
- Estreitamento em uma região específica, com aspecto de ampulheta;
- Encurtamento peniano;
- Dificuldade de penetração por causa do ângulo;
- Disfunção erétil associada, que aparece em parte dos casos.
Vale lembrar que uma leve curvatura pode ser congênita e existir desde sempre — isso não é doença de Peyronie. O que caracteriza a doença é a mudança ao longo do tempo.
As duas fases da doença
Entender a fase é o que define o tratamento. É o ponto mais importante desta página.
Fase aguda (inflamatória)
Dura em média de 6 a 18 meses. Caracteriza-se por dor à ereção e curvatura que ainda está mudando. Nessa fase, a conduta é clínica: o objetivo é controlar a inflamação e a dor e tentar limitar a progressão. Cirurgia não é indicada enquanto a doença está ativa, porque a curvatura ainda pode se modificar.
Fase crônica (estável)
A dor desaparece e a curvatura permanece igual por pelo menos 3 a 6 meses. É nessa fase que se avalia a correção cirúrgica, quando há indicação.
Procurar avaliação cedo importa: parte das opções clínicas faz sentido justamente na fase aguda.
Como é feita a avaliação
A investigação inclui:
- História clínica — quando começou, se houve trauma, se a curvatura está mudando, se há dor e qual o impacto na relação;
- Exame físico — palpação para localizar e medir a placa;
- Documentação da curvatura — fotografias em ereção, feitas pelo paciente em casa conforme orientação, ou avaliação após fármaco-indução em consultório;
- Ultrassom peniano com Doppler — mede a placa, identifica calcificação e avalia a circulação, informação essencial quando há disfunção erétil associada. Saiba mais sobre o Doppler peniano.
Possibilidades de tratamento
A conduta depende da fase, do grau da curvatura, da presença de calcificação e do quanto a doença interfere na vida sexual. As linhas gerais:
- Observação acompanhada — em curvaturas discretas que não atrapalham a relação, com reavaliação periódica;
- Tratamento clínico na fase aguda — medidas para controle da dor e da inflamação;
- Tratamentos aplicados localmente, em casos selecionados e conforme disponibilidade e indicação;
- Terapia de tração peniana, quando indicada, seguindo protocolo orientado;
- Cirurgia, reservada à fase estável, com técnicas escolhidas conforme o grau da curvatura e a função erétil preservada ou não.
Quando existe disfunção erétil associada, ela entra no planejamento desde o início — tratar apenas a curvatura sem resolver a ereção costuma deixar o paciente insatisfeito.
Perguntas frequentes
A doença de Peyronie tem cura?
A placa fibrótica dificilmente desaparece por completo de forma espontânea. O objetivo do tratamento é controlar a dor, limitar a progressão na fase aguda e, na fase estável, corrigir a curvatura quando ela compromete a relação sexual.
A curvatura pode piorar com o tempo?
Na fase aguda, sim — a curvatura pode progredir. É justamente por isso que a avaliação precoce faz diferença. Na fase estável, ela tende a permanecer sem mudanças.
Toda curvatura peniana é doença de Peyronie?
Não. Existe curvatura congênita, presente desde o início da vida sexual e sem placa palpável nem dor. A doença de Peyronie se caracteriza por surgir e modificar a anatomia ao longo do tempo.
A cirurgia pode ser feita a qualquer momento?
Não. A correção cirúrgica é indicada apenas quando a doença está estável, sem dor e com curvatura sem alteração por alguns meses. Operar na fase ativa aumenta o risco de recidiva da curvatura.
A doença de Peyronie causa disfunção erétil?
Pode estar associada, seja por alteração vascular, seja pelo impacto da própria deformidade. Por isso a avaliação inclui o estudo da circulação peniana quando há essa queixa.
Atendimento em Curitiba
O atendimento é realizado em duas unidades em Curitiba:
- Unidade São Francisco — Rua Portugal, 307 e 329, São Francisco, Curitiba/PR
- Unidade Batel — Rua Francisco Rocha, 62, sala 1201, Batel, Curitiba/PR
Atendimento particular e por convênios. Para agendar sua avaliação, fale com a equipe pelo WhatsApp.
Dr. Fernando Fogliatto — Médico Urologista. CRM-PR 30602 | RQE 22927 e RQE 25556. Atuação em saúde masculina, medicina sexual e urologia moderna, com mais de 10 anos de experiência.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual.



