A ejaculação precoce é a queixa sexual masculina mais frequente — e uma das que mais demoram a chegar ao consultório. Muitos homens convivem com ela por anos, tentando soluções por conta própria, antes de procurar avaliação.
Ela tem tratamento. Mas o resultado depende de um passo que costuma ser pulado: identificar de qual tipo se trata e o que está por trás.
Em Curitiba, o Dr. Fernando Fogliatto conduz essa investigação de forma objetiva e sem constrangimento, com linguagem clara.
Os dois tipos — e por que isso muda tudo
Ejaculação precoce ao longo da vida
Acompanha o homem desde as primeiras relações sexuais. Tende a ter componente neurobiológico, ligado à sensibilidade dos receptores de serotonina, e responde bem a estratégias específicas.
Ejaculação precoce adquirida
Surge depois de um período em que o controle era normal. Aqui está a chave: quase sempre existe uma causa por trás, e tratá-la resolve o quadro. As mais frequentes são:
- Disfunção erétil — o homem acelera inconscientemente com receio de perder a ereção. É a associação mais comum e a mais esquecida;
- Ansiedade de desempenho, que se retroalimenta a cada relação;
- Hipertireoidismo e outras alterações hormonais;
- Prostatite e processos inflamatórios pélvicos;
- Uso ou interrupção de substâncias e medicamentos;
- Problemas no relacionamento.
Tratar ejaculação precoce adquirida sem investigar a causa costuma render melhora temporária e frustração depois.
Como é a avaliação
A consulta busca entender:
- Desde quando ocorre e se sempre foi assim;
- Tempo aproximado até a ejaculação e percepção de controle;
- Se acontece em todas as situações ou apenas em algumas — inclusive na masturbação;
- Se há dificuldade de ereção associada;
- Medicamentos em uso e histórico de saúde;
- Impacto no relacionamento e no bem-estar.
Exames laboratoriais são solicitados conforme a suspeita — função tireoidiana e avaliação hormonal, por exemplo. Quando há sinais de prostatite ou de disfunção erétil, a investigação se estende.
Formas de tratamento
O plano é individualizado e frequentemente combina mais de uma frente:
- Tratamento da causa associada — corrigir disfunção erétil, tratar alteração hormonal ou prostatite muitas vezes resolve boa parte do problema;
- Técnicas comportamentais — métodos de parada e recomeço, foco sensorial e exercícios de controle, com orientação estruturada;
- Fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, com acompanhamento adequado;
- Medicações específicas, orais ou de uso tópico, com indicação e orientação médica;
- Terapia sexual, isolada ou em conjunto, especialmente quando há ansiedade de desempenho ou questões do casal;
- Participação da parceria no processo, quando possível — costuma acelerar bastante o resultado.
Perguntas frequentes
Qual é o tempo considerado normal?
Não existe um cronômetro que defina normalidade. O que caracteriza a ejaculação precoce é a falta de controle percebida, associada a sofrimento pessoal ou do casal. É esse conjunto que orienta o diagnóstico, e não apenas o tempo.
Ejaculação precoce é problema psicológico?
Nem sempre. Existem componentes neurobiológicos, hormonais e inflamatórios, além dos emocionais. Reduzir tudo a “nervosismo” é o principal motivo de tratamentos que não funcionam.
Tem tratamento definitivo?
Muitos pacientes alcançam controle satisfatório e duradouro, sobretudo quando existe causa identificável e tratável. O plano é ajustado ao longo do acompanhamento.
Preciso levar minha parceira ou parceiro na consulta?
Não é obrigatório, mas a participação costuma ajudar, principalmente quando o tratamento envolve técnicas comportamentais ou quando há questões do relacionamento envolvidas.
Posso usar anestésico em spray ou pomada por conta própria?
O uso sem orientação pode reduzir excessivamente a sensibilidade, causar desconforto e transferir o efeito para a parceria. Existem produtos e formas de uso adequados, orientados na consulta.
Quando o acompanhamento estruturado faz diferença
Em parte dos casos, a melhor resposta vem de um acompanhamento contínuo, com consultas de retorno, instrumentos de avaliação e treino pélvico orientado ao longo de meses — e não de uma conduta isolada.
Para esses pacientes existe o Programa de Controle da Ejaculação Precoce, com cronograma definido e acompanhamento estruturado. A indicação é avaliada na consulta.
Atendimento em Curitiba
O atendimento é realizado em duas unidades em Curitiba:
- Unidade São Francisco — Rua Portugal, 307 e 329, São Francisco, Curitiba/PR
- Unidade Batel — Rua Francisco Rocha, 62, sala 1201, Batel, Curitiba/PR
Atendimento particular e por convênios. Para agendar sua avaliação, fale com a equipe pelo WhatsApp.
Dr. Fernando Fogliatto — Médico Urologista. CRM-PR 30602 | RQE 22927 e RQE 25556. Atuação em saúde masculina, medicina sexual e urologia moderna, com mais de 10 anos de experiência.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual.



